segunda-feira, 8 de junho de 2009

Um pouco de mim [1]...



Nasci em São Paulo/SP em 15/11/1967, morei durante 12 anos em uma casa maravilhosamente lúdica...muito espaço, plantas, árvores frutíferas, belo cão: Dick I e um gatinho cinza: Mimoso...meus pais trabalhavam fora, quem cuidava de mim era minha amada avó Norma, como a maioria das vovós além de muito carinhosa, deixava minha imaginação livre para as brincadeiras. Fazia almoços abençoados: arroz, feijão (o qual tento fazer parecido...), Bife, sucos e muitas frutas, às vezes fazíamos churrasco no grande quintal da casa. Em 1973 nasceu minha irmã Carina, cuja ligação cármica é muito forte e temos graças a Luz do Espiritismo e da consciência da reencarnação tanto de espíritos simpáticos como os que devem efetuar resgate reencarnarem na mesma família, no nosso caso, as personalidades são extremamente diferentes.
Quando minha irmã nasceu, minha mãe parou de trabalhar e passou a cuidar da casa quanto de nós tempo integral; eu ingressei no pré da Escola Tietê (aonde cursei até a 8ª série). Mesmo assim, minha avó, que era uma mulher forte e preocupada com a filha única, deixava meu avô com seus afazeres (aposentado, levava roupas p/ comercializar na zona sul de SP) e vinha todos os dias, como sempre fazia, para a nossa casa, situada em parte onde atualmente fica a Rodoviária do Tietê. Meus pais se davam muito bem, até aonde me recordo, se amavam e éramos felizes, nos finais de semana, almoçavamos no quintal os churras do papito, embaixo do limoeiro que foi meu companheiro durante todos esses anos...a família vinha aos domingos almoçar a macarronada da nona, meu pai e meu avô pescavam e traziam um monte de peixinhos e contavam suas aventuras. Lembro-me de ter perdido meu gato Mimoso, como todos os felinos machos, não castrados, foi em busca de uma namorada (hoje tenho um danadinho que passa semanas longe de casa), minha maior tristeza foi quando meu cão, tão carinhoso foi encontrado atropelado na avenida Cruzeiro do Sul. Meu pai, para que eu não sofresse demais adotou um novo amigo: Possante. Mas...como já sabemos, as pedras brutas devem ser lapidadas...um dia minha mãe veio ter uma triste conversa comigo, eu já tinha meus 11 anos...deveríamos mudar da nossa casa, pois estávamos sendo desaproriados pela Imurb...naquele lote de casas aonde viviam famílias felizes, amigos, crianças brincando livremente, seria construida a nova rodoviária de São Paulo. Lógico, hoje sei que antes de mamãe me contar a notícia, todos já estavam sofrendo escondido. Chorei muito...não imaginava minha vida em outra casa, pois aquela era a única que havia conhecido e ela seria demolida...pior ainda para meus pais e avós, eles tinham comprado o terreno, construido tijolo por tijolo, reformado, enfim...lamentável situação... FINAL DE UMA ERA... Vejam algumas fotos deste tempo de minha infância bem vivida naquela casa querida, com meus avós, pais, padrinhos, tios, primos e meus animaizinhos de estimação:




Saudades = presença dos ausentes!!!


Até a próxima... Abraços fraternos =]
Ana Chris

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