domingo, 7 de junho de 2009

Lapidação de uma pedra bruta...


Bom dia amigos,

O tempo que levei para deixar de ter uma mente obsediada e ainda com a sensação de que toda aquela experiência era apenas o começo de uma nova vida levou aproximadamente uns 2 anos.

Nada acontece instantaneamente, o processo de evolução do espírito é lento, não podemos simplesmente pular os obstáculos sem que tenhamos resolvido pendências e degraus a subir com o esforço da Razão e da Fé Inabalável.

Várias situações ocorreram em minha vida pessoal desde o ano 1998, aproximadamente o ano que comecei a frequentar assiduamente o Centro Espírita tendo em mente o trabalho futuro:
  • perdi um bebê por um aborto espontâneo, minha querida amiga Esther Mandel me escreveu dizendo que este espírito que não veio a nascer teve através desta experiência uma chance de regeneração e que eu fui o aparelho deste irmão (postarei a carta na íntegra em nova oportunidade);
  • meu avô querido José Pieniazek de 97 anos que já há 10 sofria de uma doença séria e era cuidado por minha mãe Anna Rosa (filha única com uma alma já depurada, pois é muito resignada e desmaterializada), faleceu (29/12/2001) e como eu já havia parado de trabalhar para ajudar minha mãezinha, continuei com ela, agora para cuidar só dela [tenho a intuição de que ajudá-la é minha micro missão nesta passagem pela Terra, VCS entenderão...];
  • continuei com minha mãe, para que pudesse estabilizar também sua saúde, como cuidadora esqueceu dela própria e contraiu um aspecto de uns 20 anos a mais, além de osteoartrose nos dois joelhos que chegam ao fêmur, levando a dificuldade de locomoção;
  • quase não tivemos tempo para descansar de todo o sofrimento com o falecimento deste ente querido, meu pai Marco Antonio teve uma queda foi socorrido na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, como ele é diabético há 25 anos possui menos sensibilidade e não reclamou de dores na coluna, por isso não foi feito exames de raio X nesta região, a partir de então começou a sofrer de problemas urinários e renais, os médicos falavam em próstata, mas nenhum exame acusava este diagnóstico. Sem possuir plano de saúde esgotamos todas as reservas materiais da família, internando-o no Hospital 9 de Julho já com anasarca, istoé inchaço generalizado (minava água de suas pernas, os pulmões e até bolsas embaixo dos olhos estavam encharcadas). Após o atendimento emergencial e passando 03 dias no Pronto Atendimento foi transferido para o Hospital Igesp, mais acessível para os gastos que teríamos (O Hosp. Igesp, junto com seus colaboradores nos ajudam até hoje na dura, mas edificante experiência que viríamos a passar...), uma junta médica foi examiná-lo e o diagnóstico foi o de bexiga neurogênica (flácida) e neuropatia diabética (problemas na locomoção, pois além de tudo não conseguia mais caminhar)...fomos para casa, minha irmã conseguiu efetuar o plano da Trasmontano simultaneamente aos pagamentos pela internação de 20 dias, que levaram 10 meses para serem quitados;
  • enfim, estes foram os primeiros episódios que me deixaram mais forte emocionalmente, pois depois da tempestade vem a tranquilidade...minha Fé começou a ficar inabalável e os estudos na Seara do Cristo Jesus ficaram mais intensos com o curso de evangelização ministrados pelo Sr. Antônio e Sra. Lourdes Simão e Sr. Neji: meus queridos iniciadores!!!
Daremos uma pausa, mais tarde voltarei a postar a história de minha caminhada espiritual...
Beijos fraternos e ótima manhã de domingo!!!

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